O que aprendi com o livro “Ensinando Inteligência”

Após terminar a leitura do livro “Ensinando Inteligência – Manual de Instruções do Cérebro de seu aluno” cheguei a algumas conclusões que expresso aqui neste post.

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Primeiramente, gostaria de explicitar que sou a favor de qualquer iniciativa de melhoria na educação Brasileira e também a favor de todos os professores, pois ser professor é uma profissão fundamentalmente nobre. Qualquer crítica exposta aqui não é uma crítica pessoal, mas sim às ideias apresentadas.

O livro trata de algumas hipóteses de seu autor, o professor Pierluigi Piazzi, ou Professor Pier. Reforço: hipóteses.

Hipóteses como verdades

Para mim, este é o primeiro problema do livro. O Professor trata suas hipóteses como verdades incontestáveis. Seu argumento principal é que ele leciona há muito tempo e, por conta disso, conseguiu compreender todas as variáveis que fazem com que o ensino no Brasil seja de baixa qualidade (também critica um pouco o ensino pelo mundo inteiro).

O fato de o professor ter lecionado por muitos anos e ter aplicado métodos de ensino que, na percepção dele, funcionaram, não significa que esses métodos sejam generalizáveis, aplicáveis à outros contextos. Ou seja, o professor leciona em um cursinho pré-vestibular, ensinando uma população limitada de alunos, que vivem em um contexto específico, possuem uma situação financeira específica, etc. Ou seja, o professor trabalha em um contexto específico, limitado, uma bolha.

Por mais que o professor tenha ideia de que já lecionou para muitos alunos, o contexto para o qual ele leciona não permite generalização. São muitas variáveis que podem estar influenciando o resultado do ensino.

Isso não quer dizer que suas hipóteses sejam falsas. Pode ser, uma hipótese, que realmente o professor esteja correto. Entretanto, não é possível afirmar que os métodos aplicados funcionam baseados apenas na experiência/percepção de um único professor lecionando em um único contexto.

Agredir outros profissionais

O tempo todo em seu livro, o Professor trata os pedagogos de forma pejorativa, como se fossem péssimos profissionais e fossem grandes responsáveis pelo fracasso na educação. Utiliza sempre o termo pseudopedagogas.

Em alguns momentos, o Professor tenta utilizar uma lógica argumentativa ralé. Tentando induzir o leitor à acreditar que

  • if (leitor concorda com as ideias do Professor)
    • Então leitor é inteligente;
  • else
    • leitor é burro;

Particularmente, senti uma exposição de muito ódio e revolta nessas partes do livro. Não me passou um sentimento muito bom.

Conclusão

Bom, não vou me estender

É um ótimo livro! Leia!

Essa é verdadeiramente minha recomendação. O Professor Pier apresenta hipóteses interessantes sobre ensino/educação.

Entretanto, leia o livro entendo que ele apresenta hipóteses, não uma solução comprovada para os problemas educacionais que vivemos.

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