Um mundo virtual quase sem tecnologia

O mundo atual, o qual despeja uma avalanche de oportunidades tecnológicas diariamente sobre nós, nos faz crer que a única forma de experimentar uma perspectiva diferente de vida é através da utilização de tecnologias de virtualização.

Um evidente exemplo dessas tecnologias são os video games controlados por movimento que fazem com que o jogador se sinta realmente no lugar do personagem.

Entretanto, essa pressão para consumir tecnologia nos faz esquecer que é possível viver diferentes experiências sem utilizar tecnologias muito avançadas. Como? Filmes, Livros, Novelas.

Mas como isso é possível? Bom, essa capacidade que nós humanos temos é explicada através de uma palavra: Empatia.

A empatia é defina como “Projeção imaginária ou mental de um estado subjetivo, quer afetivo, quer conato ou cognitivo, nos elementos de uma obra de arte ou de um objeto natural, de modo que estes parecem imbuídos dele. Na psicanálise, estado de espírito no qual uma pessoa se identifica com outra, presumindo sentir o que esta está sentindo.” Dicionário Michaelis.

Em outras palavras, empatia é ler um livro, ver um filme e se sentir no lugar dos personagens, se sentir vivendo a vida dos personagens, sentindo as alegrias, tristezas, desprezos, dores, sabores, cheiros, ou seja, tudo que o personagem vive.

A inspiração original para escrever esse post e tentar fazer os leitores pensarem um pouco mais sobre como experimentar novas experiências não veio ao acaso. Ao navegar pela internet descobri um site chamado Empathy Library (http://empathylibrary.com/) que possui uma lista de livros e filmes que mais geram empatia em quem está lendo ou assistindo. As listas são construídas de forma colaborativa e é preciso se cadastrar para sugerir livros ou filmes. Os top’s 10 podem ser visualizados aqui: http://empathylibrary.com/charts.

Um fator que pude perceber é que as pessoas tendem a ter empatia por coisas ruins. Por exemplo, o primeiro lugar dos livros tem o título de Wonder e fala sobre um menino que tem a face deformada. O primeiro lugar dos filmes é sobre uma família que possui problemas de relacionamentos.

Será que a gente sente necessidade de ter experiências ruins?

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